(...) da ashfixia à serotonina

domingo, agosto 22, 2010

377º

Embalo assobio

Pequenina, pedrinha pequenina
chamam eles, quem são eles?
pequenina, cristalina e doce
quem é o rosto que lá vem
era escuro, tão inverno, era frio e vazio
E menina, quem és tu?
que pequena, cheia de medo numa concha grande
demais
No entanto, num momento
de erguer de soltar respirar mais depressa
voar dali, voar sei lá, sei lá
És de que tom, que lugar?
sabes lá, pois não, pequenina mas
leve
subindo e acenas para um outro
e acenas por que os que te deixaram
estão sempre, sempre dentro de ti
naquela concha, há um mundo

Subaquática, algas de cabelos
sorrisos e chinelos largados por ali
Charcos subtis reflectem com vagar
natureza indolor

Bebés não são de ninguém
todos da pequenina pedrinha, escondidos
ali
lugar de charcos subtis
uma linda e subaquática ténue
...
de algas, da concha
concha berço de embalar
Quem vem lá?
Mãos dadas uma vez, colos haviam secado
gélidos, colos que já são de verdade
Naquela concha pequenina que mora
sem ninguém julgar

Ó tu, ser leve,
para quem vais soltar assobio forte?
...
À suave subaquática ténue
Pequenina!

1 Comments:

Blogger Jorge Santos said...

(O resto do monólogo... não irias entende-lo
Nem te servirei eu de consolo ou ashfixiante conselho)
Afinal nada de novo acontece neste mundo velho,
Eu continuo oculto, morando frente ao espelho.
(lida...linda sua poesia... lida )

Joel matos (12/2011)
http://namastibetpoems.blogspot.com

12:57 da tarde  

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