(...) da ashfixia à serotonina

sexta-feira, abril 26, 2024

379°

13.3 (borrador de "Ahúllo") Me escucho en las entrañas de la tierra, de ella vengo En tierra crezco ando volteo, y por supuesto reposo He parido una y otra vez en la Tierra, de ella sorbo Me nutro, me revolco Disfruto Rumorean las águas y así brota el gran útero de las piedras de la tierra, las heridas, la sal y las ramas de las vidas, del barro en sus muy diversas formas, ondeantes A la extensión del desierto nocturno le llueven astros. Llovizna, pero constante. Son finísimas partículas de Luz cósmica, Un pellizcante sol Durmientes párpados El aire y el movimento, más allá. Sutiles (partículas)  blandas y campestres distraen miradas, Insaciable despertar entre silvestres contracciones orgásmicas En el flotante silencio y profundo pulsar, se recubren memorias.  Vidas y muertes, trozos Almas desencarnadas Impetua y estridente danza, La que cuándo adormecemos nos arrastra al Mar, A hielos eternos y huecos que se cren escondidos. Será la oscura lengua, fuego! O, la blanquecina palidez de un rostro Soñantes ondeando entre portales, dimensiones Imundos. Ese silencio, en el cuál se adivina el rumor del Alma: un lenguaje que la consciencia reintegra y reconoce cómo intuición. Me complazco respirando vivamente y bailando con lo que de mi suelte. Así mismo. En lo Salvaje, en lo auténtico. En clamor medicinal, en rezos desprendidos y cánticos lunáticos. Suena la cadencia de ciclos, de magnéticas olas y del Tambor. Suelto y insolente frenesí del fluir de las savias, cálido brotar de la primavera visceral. Sentidos que despiertan y se avisan, fuegos que rasgan despliegan elevándose des del Ventre al Infinito. Tambores de pieles ahullantes vidas, aromática sensualidad y ninfas flotantes. Nos quedamos en el campo de visión del plácido creciente lunar. En el campo de mira de los cuerpos celestiales gozosos Ahí mismo comienza (ahúllo).

domingo, agosto 22, 2010

378º





Por Kézdi Flash

377º

Embalo assobio

Pequenina, pedrinha pequenina
chamam eles, quem são eles?
pequenina, cristalina e doce
quem é o rosto que lá vem
era escuro, tão inverno, era frio e vazio
E menina, quem és tu?
que pequena, cheia de medo numa concha grande
demais
No entanto, num momento
de erguer de soltar respirar mais depressa
voar dali, voar sei lá, sei lá
És de que tom, que lugar?
sabes lá, pois não, pequenina mas
leve
subindo e acenas para um outro
e acenas por que os que te deixaram
estão sempre, sempre dentro de ti
naquela concha, há um mundo

Subaquática, algas de cabelos
sorrisos e chinelos largados por ali
Charcos subtis reflectem com vagar
natureza indolor

Bebés não são de ninguém
todos da pequenina pedrinha, escondidos
ali
lugar de charcos subtis
uma linda e subaquática ténue
...
de algas, da concha
concha berço de embalar
Quem vem lá?
Mãos dadas uma vez, colos haviam secado
gélidos, colos que já são de verdade
Naquela concha pequenina que mora
sem ninguém julgar

Ó tu, ser leve,
para quem vais soltar assobio forte?
...
À suave subaquática ténue
Pequenina!

sábado, fevereiro 20, 2010

376º

By Kézdi Flash

375º

Uma lâmina caiu ao desamparo na banheira

E tanta chuva miudinha que não pára de furar o âmago, o sentido,
a bravura de existir que há em cada pequena e perdida cabeça;

Tanta, quanto de nós há em água, água revolta que já não limpa que espalha toda a corrupção e manobras russas ou chinesas nas tais perdidas cabeças;

Fio a fio de chuva, cântaros, chaleiras ferventes ou iceberg, o que for, eu sei lá... que a confusão acontece e que não há xarope ou mezinha que faça sarar;

Sarar as cabeças, os corações, até os músculos que estão frígidos, sem pinga de sangue

PORRA

É sábado e anoiteceu precocemente

depois é (apenas) um ápice

Boa noite está bem? Melhor assim

terça-feira, setembro 15, 2009

374º (anexo)

by "all magnus"

374º (r/c)

Patamar zero. Rés-do-chão e lá estás tu outra vez.

Se não passa do chão, ai que ampara quedas e se te quedas...

Sopra-se paciência na brisa e faz comichão na venta.

Aos soluços, solavancos, cambaleantes lá vão de novo passos,
passo-te a chave da porta do sótão...

E se me passasses a chave de uma nuvem-táxi para o "Céu"?

374º (- 2)

(Desata a correr com velocidade)

Cada vez mais depressa comemos os segundos que marcaram uma porta que só podia ter uma chave (o molde perdeu-se lá atrás). São vidas de ácaros a empilhar-se na paciência.

Uma virtude daquelas da montra de troféus.

Que merda esta.

374º (- 1)

Biliões de peças são mais que um puzzle.

Porquê?

Fizeste muitos e muitos demoliste, arrasaste, muitos que a vida entornou
E legos? Quantos legos, múltiplos, diferentes, estranhos, semelhantes,
como casinhas.

É como brincar às casinhas.

quinta-feira, maio 21, 2009

300 e tantos após meses a fio


E lá vai tempo - ele cheio - de restos que aqui não ficaram...
tempo de quê? Restos de fusões boas, de vida nova, de folhas lisas, brancas
brancura abarrotada de lilases, azuis marinhos, cinzas mornos e apáticos, magenta a encarnado torrencial... as milésimas cores que têm vindo pé ante pé num correr de anões místicos contar a história de um destino tão irónico quanto possível!

E após torrentes de postagens não feitas, após 20 vezes mais ou menos trinta eficazes (meses) fala-me um aperto com sabor a serotonina

Sem explicação!


Eis Maio de 2009

sexta-feira, setembro 28, 2007

373º

Matyasi Gábor


372º

dócil matina

Olá x!


O que me contas sobre a tua perturbação sensorial do fim-de-semana passado?
Ouviste uma vez mais (absurdo) os cascos e o galope pelas encostas do teu monte?!
Eu, não sei porquê... Tenho uma formiga no braço e a tremenda necessidade de comer, alarvar, devorar industrialmente tabletes nestlé de amêndoas.
Disseste-me um dia que era a tal coisa da serotonina.
Lembras?
Lembras dos pés da cadeira azul num pátio de madeira branquíssima e o mar.
De aconchegarmos os olhos no ondear bravo e na chuva miúda, os pés na humidade do areal à nossa beira.
Havia um horizonte inteiro por adormecer.

---

Olá y!


Não conheço esse horizonte hoje.
E onde andas tu, se perdida no nenhures da cidade suja?
E a serotonina. E os pés da cadeira trabalhada pelas mãos do velho do mar.
E o mar velho como ele ali...
Não revejo hoje o ondear e a chuva mas antes uma neblina das 9h às 11h em que não acontece nada diferente.
Antes sonhos e reflexos desfocados de nós, das algas, dos castelos, mosteiros em ruínas.
E urze, mato, muito mato para poderes sentir-te livre com céu sem fim a pairar.
Também há o comboio das 12h.
E uma gare onde não imaginas com estrados de madeira escura. Escorregadia nas manhãs primaveris.
O fim-de-semana passado?
Não contei, não recordo, não guardei.

E amanhã? E depois de depois de amanhã?
Apanho-te se seguir as tais formigas?
Ou não me levo arrastado até ao fim de mim, de nós no oceano.

Teu, sempre segredo que nem murmurado, reproduzido.
Teu das 9h às 11h.

quinta-feira, setembro 06, 2007

371º

Em: http://home.nycap.rr.com/libelula/

370º

Loraine, o que é feito de ti no divã?

...

As pequenas enormidades que fluem
espasmódicismos
noite irrequieta sentada num charco lunar
brilhos celestes e casas apertadas na cidade

não estarás fechada na caixinha da ostra
no segredo inconveniente das marés
sim, estarás por além praia de inverno
o dia corre para se fechar

Loraine (acho que assim é)
o quente e o icebergue preocuparte-ão?
o que opinas sobre a espécie imunda que somos
preocupa-te?

Uma resposta não flui por si mesma na irremediável pergunta
ecos, reticências, espaços transparecem num indicador

"Trazeis-me um copo com gelo, chá de menta e cigarros de enrolar?"
















(imagem de autor desconhecido)

369º Re-Olá

Olá comparsas deste mundo blogosférico e narcísico, desta inter-realidade de que me afasto por tempos indeterminados...

Pois sim, eis-me de novo assombrada por assaltos repentinos de teclar depressa uma porra de um manancial semântico que se me esquiva para as mãos.
Não sou particularmente devota do acto criativo, ou como queiram designar, enquanto expressão de algo que brota de um intrínseco complexo psicótico "eu mesmo, o meu eu e eu".
Ainda assim, como há quem coma e aprecie (ou não), aqui ficarão mais uns desaires da minha mente hiperactiva.
Se nem eu gosto do que escrevo nem para mim escrevo... Para que escrevo?
Mas se sai deve ser porque tem que sair.
Agradeço-vos a paciência de aqui passarem.
Agradeço-vos porque tenho sempre folhas e canetas, sendo que, do ponto de vista ecológico é melhor assim (ter o blog)... De qualquer modo sai tudo à bruta e pouco lhe toco. E se sai...
Espero que apreciem (ou não), as consequências destes episódios criativos!

Cumprimentos e tal,

Raquel Antunes






















(Imagem furtada algures no google)

368º

De: Hans Sfiligoi

367º

Imputações Narcísicas

Suavemente mas com exactidão
a espiral encurrala-lhe os olhos
injecta-lhe serpentes pelo ódio acima
masturba-lhe a serotonina

Lenta, crucial, intangível
escoa-lhe um gemido das entranhas
um fino fio vinagrento
com amor...

Emudecida, linda, mansa,
efémera fada
num tango noctívago
aspergida pela onda incrível da natalidade

Quem eras?
Micróscopica como a bactéria
astuta, cigana, ou natural
nascendo entre o asco e a vergonha

Ou susto...

freme sorri e chora tudo velozmente
na corrente manancial do útero fustigado pela tempestuosa fúria
na pressa súbita de se esquivar até às têmporas
uma planta fanerogâmica

Quem sente tanto assim?

A madre ou a submissa acanhada nos confins das celas ancestrais, o sagrado fim que lhe cola a carne ao espírito, que lhe consegue gritar
que pare
antes de se vir, de sorrir, de rasgar
um tempo lacrimal
o agridoce pincel a rosa-cinza

a tela narcisista do maníaco-depressivo